• Silvia Gonçalves, bibliotecária e facilitadora de processos informacionais

Forte sexo frágil: atemporalidade de desafios femininos


Se pelas classes sociais se distinguem, pelas emoções as mulheres se igualam, pois enfrentam desafios comuns independente da época em que vivem.

"Nós, mulheres, estamos sempre sozinhas" (ROMA..., 2018).


Nas emoções sofridas por abandono, desprezo e na coragem com que superam estas situações as mulheres se igualam. Na fortaleza do sexo frágil que não se curva diante da covardia da força física ou da indiferença que produz o abandono a coragem se revela acompanhada pela superação.


No cenário, em preto e branco, da produção cinematográfica "Roma" são reveladas as memórias de Alfonso Cuarón, o diretor do filme, sobre as histórias de sua mãe e da mulher que ajudou a criá-lo. Roma é um bairro da Cidade do México onde essas mulheres experimentam as emoções que as colocam em igualdade.


O filme reforça a minha constatação em relação a influência das mulheres que exercem papeis de apoio doméstico às famílias pode exercer na vida de todos os seus integrantes, principalmente as crianças. Considero uma ligação extra sanguínea que pode contribuir com a formação do caráter dos mais novos.



Caminhando e encontrando a coragem.

Coragem que salva, que move a salvar, mesmo sabendo que não saberia salvar-se se sozinha estivesse.


A postura e o olhar de Cleo por diversas vezes me encantou, assim como me encantei nesta cena que antecede um salvamento. Senti nas ações desta personagem que o amor, a humanidade, a solidariedade foi o que sempre a norteou.







A humanidade é imperfeita, suscetível e nela pode conter, circunstancialmente e momentaneamente o desejo de perder ou o de salvar.

A união, o acolhimento, a compreensão e a coragem podem mudar as circunstâncias e o que delas ocorrem?

Creio que sim.




 


ROMA. México: Netflix, 2018. Disponível em: https://www.netflix.com/title/80240715. Acesso em: 17 fev. 2019.

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