A gaveta literária: a história da LiterAdornos
- Silvia Gonçalves. Facilitadora de Biblioterapia

- há 2 dias
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Ela lavava, limpava e observava.
Ela observava o crescimento dos seus filhos.
Ela alimentava, cuidava, protegia, corrigia, repreendia, cumpria e fazia cumprir. Ela perdoava e ensinava a perdoar.
Ela alimentava, costurava e adornava o crescimento de seus filhos.
Ela desejava, ela planejava, amparava, cuidava do crescimento dos seus filhos:
não podia ser só físico;
não podia ser só cívico.
Precisava ser rico em sensibilidade, honestidade, espiritualidade e em clareza de vida e de propósito.
Precisava ser farto em vontade de crescer e conhecer.
Eles precisavam ler.
Quem lê se liberta, quem lê vislumbra e projeta o mundo nas lombadas de seus livros.
Livros são amigos e precisam ser guardados no coração .
O coração deve ser a casa dos amigos, as estantes.
Estantes são formadas por prateleiras.
Ela se preocupava com o crescimento dos amigos de seus filhos.
- Não temos uma estante! Ela dizia.
Ela promoveu a gaveta de uma velha cômoda para a primeira prateleira.
Ela abrigou os amigos de seus filhos.
Os filhos dela cresceram em graça, em saúde, em honestidade, em sabedoria e conhecimento.
Conhecimento cabe em muitos livros.
Livros se multiplicam em outros, vários amigos e precisam de casas corações para serem abrigados.
Ela não está mais aqui, mas certamente vê, enxerga, ainda cuida e observa as gavetas literárias de seus filhos.



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